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| Ano II, n. 18, junho de 2008 | Home | Expediente | Editorial | Na rede | Cultura | Preste atençao! | Especial | Saúde | Cotidiano |
Saúde
Diagnóstico: Alzheimer
por Lya Luft
Almocei com um amigo semanas atrás e, quando perguntei a razao de seu abatimento, ele me disse sem rodeios: "Esta manha recebi o diagnóstico de minha mae: é Alzheimer". Imaginei essa senhora, alegre e vital, enveredando pelas sombrias trilhas de uma enfermidade diabólica, e entendi a tristeza de meu amigo como se fosse minha. Minha própria mae morreu aos 90 anos, depois de bem mais de uma década sendo paulatinamente envolvida na mortalha mental e emocional do Alzheimer. Uma bela mulher ativa tornou-se inexoravelmente uma estranha, raramente ostentando uma vaga semelhança com a que fora minha mae.
A doença se manifesta em geral muito sutil: um esquecimento aqui, uma confusao ali. Uma atitude estranha aqui, outra ali, intercaladas por fases de aparente normalidade. A sociabilidade muda, os bons modos parecem esquecidos, o controle do dinheiro se torna caótico, e é dificílimo interferir. Há enorme resistencia dos familiares em aceitar essa enfermidade. Para mim, minha mae sofria episódios naturais de esquecimento. Só o choque de um dia a encontrar com uma pintura bizarra no rosto, ela tao recatada, me fez cair na duríssima realidade. Ela já nao sabia – ou em longos períodos nao sabia – o que estava fazendo. Algumas pessoas mais chegadas tinham me avisado: eu havia me recusado a ver.
O que eu disse a meu amigo, disse a mim mesma nos muitos longuíssimos anos daquela jornada: o doente em geral nao sofre. A família, sim. O que se pode fazer? Muito pouco, além de cuidar para que ele esteja bem alimentado, bem abrigado, medicado e tratado com carinho. Nada de criticar quando nao sabe mais quem somos, porque no fim nao sabe mais quem ele próprio é. Quando já nao se porta a mesa como antes, quando faz "artes" as vezes perigosas, ele precisa ser protegido, nao mais ensinado. Nao vai mesmo aprender. Como sempre nas doenças graves, devemos lembrar que a vítima nao somos nós: é o outro. Nesse processo, que em geral dura muitos anos, nao há nada de bom, de belo, de encantador, a nao ser o exercício da ternura, da paciencia e dos cuidados, sem esperar muito retomo, pois em breve seremos chamados de senhor, senhora, moça, nao mais de filha, filho, meu querido. O ser amado se distancia, sem volta, sem saber, sem querer e sem que nada possa evitar: agora havia ali uma velhinha da qual eu cuidava como podia. Por fim, para a proteger de si própria, por insistencia dos médicos ela foi posta na melhor clínica que pude assumir. Jamais esquecerei a dor e a culpa que me assaltaram, contrariando qualquer raciocínio. Milhares de vezes tentei me convencer de que minha mae nem existia mais, era apenas uma velhinha de quem eu tinha de cuidar. Como ficçao, funcionava; como realidade, a cada uma das centenas de visitas meu coraçao se partia outra vez.
Cuide de sua doente, eu disse a meu amigo, da melhor forma. Nao alimente nenhuma esperança va, pois tudo é triste, infinitamente desalentador. Uma coisa que ajuda, um pouco, é tentar entrar no universo do doente, em lugar de querer que ele retorne ao nosso. Mas cuide também de si mesmo. Tente pegar-se no colo, proteja-se da culpa insensata que nos espreita, siga sua vida. Na natureza morrem árvores jovens, e velhas árvores tortas vivem muito além da última floraçao. Estamos mergulhados no mistério: isso toma a vida possível mesmo quando nao a entendemos.
Lya Luft é escritora.
Fonte: Veja, 16 de abril de 2008, p. 22
Chá verde
A bebida tem altas concentraçoes de flavonóides e polifenóis, antioxidantes poderosos contra o envelhecimento das células. Por isso, o chá verde é indicado para a prevençao de diversos tipos de câncer, especialmente o de estômago, o de boca e o de mama. Os flavonóides e os polifenóis ajudam ainda a fortalecer o sistema imunológico e a combater as doenças cardiovasculares, ao controlar o colesterol e a pressao arterial. Como acelera o metabolismo, o chá verde é indicado nas dietas de emagrecimento.
Chocolate meio amargo
Quanto maior a concentraçao de cacau em uma barra, maior a quantidade de substâncias antioxidantes, como os polifenóis e os flavonóides. Entre os principais benefícios dessas substâncias estao a reduçao da pressao arterial, o aumento do HDL, o colesterol bom, e a diminuiçao do LDL, o colesterol ruim. O chocolate ainda faz bem a pele: aumenta a capacidade de regeneraçao das células da derme.
Aveia
A aveia é uma grande fonte de fibras, que tem o poder de prevenir alguns tipos de tumor, como o de intestino, o de mama e o de próstata. Elas ainda fazem bem ao coraçao, ao reduzir o LDL sem alterar o HDL Ao diminuir o ritmo da digestao, as fibras evitam picos de aumento de concentraçao de açúcar no sangue, um benefício aos diabéticos. O alimento também é rico em proteínas e nutrientes como vitamina E, cálcio, zinco, ferro e magnésio.
Iogurte com probióticos
Rico em bactérias do bem, o iogurte com probióticos ajuda a manter o equilíbrio do organismo, evitando que bactérias patogenicas proliferem no intestino. Com isso, pode evitar distúrbios como a diarréia e a constipaçao, além de fortalecer o sistema imunológico e prevenir alergias.
Frutas cítricas
Laranja, acerola, kiwi, limao e tangerina sao ricos em vitamina C. Os nutricionistas recomendam um limao espremido na água por dia para fortalecer o sistema imunológico. Novos estudos associam essas frutas a prevençao de câncer de intestino, colesterol alto e obesidade. Elas ainda ajudariam na perda de peso ao reduzir os níveis do hormônio insulina no sangue.
Nozes, avelas, amendoas e castanhas
Esses alimentos carregam em sua composiçao boas doses de proteínas, fibras e gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas, as gorduras do bem, associadas a reduçao do colesterol. Sao ainda ricas em fibras e em antioxidantes como vitamina E e selenio.
Fonte: Veja. 30 de abril de 2008. p. 119.
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