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Coluna
Momento Financeiro
IPO
(oferta pública de ações)
Nos últimos anos, pudemos notar a grande quantidade de reportagens sobre a Bolsa de Valores e suas opções de investimento, mostrando algumas vezes pessoas que se deram muito bem no mercado negociando todos os produtos que são oferecidos, porém sabemos que essa “lua de mel” não é eterna e que vencer nesse mercado exige muito mais que conhecimento técnico, exige de seus participantes o autoconhecimento e principalmente saber avaliar o momento com muita cautela.
Claro que o conhecimento financeiro é uma evolução muito positiva para o brasileiro, porém, ainda é pouquíssimo perto de outros países onde as participações do pequeno investidor é muito maior. Existe hoje no mercado financeiro uma preocupação em fazer com que o brasileiro tenha como uma das suas opções de investimento o mercado mobiliário, e com isso vêm disponibilizando cursos no mercado para uma melhor educação financeira.
O tema abordado nesta edição é o IPO, sigla do inglês para Initial Public Offering (oferta pública de ações). O IPO é quando uma empresa vai fazer abertura de capital na Bolsa de Valores e ofertar suas ações para o mercado; o investidor faz sua reserva por meio de uma corretora e compra ações a um preço determinado pela empresa e órgão competentes como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários). O mercado já mostrou que isso é uma euforia inicial e um investimento ruim, sendo que 70% das empresas que chegaram à bolsa valem menos do que no dia de seu IPO.
A Petrolífera OGX levantou quatro bilhões de dólares na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), e fechou no dia do IPO numa alta de 8,3%. Passado aquele dia de euforia, porém, o cenário começou a mudar para pior; pouco depois de um mês após sua abertura, suas ações caíram 50%.
Temos que entender que são boas empresas, mas a euforia do mercado precifica as ações num patamar irreal, ou seja, há uma supervalorização daquela ação num determinado momento e seu valor real é outro. E claro nem todos os IPO’s foram “micos”; algumas empresas conseguiram superar o índice Bovespa e trazer bons resultados, mas foram poucas.
Mas deixando claro que essas aberturas de capitais são muito importantes para a economia brasileira e para seus investidores, pois são fontes de financiamento mais baratas que os empréstimos.
Lembrando que o valor de uma ação para compra não é um preço barato, mas sim um preço justo, e que analisar o mercado e seu histórico é fundamental para evitar surpresas negativas no futuro próximo.
Victor A. Tanso
Estudante 4º Administração Habilitação Comércio Exterior
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