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Especial
Réveillon da Zona Norte:
boas vindas ao ano de 2009
Por Magno Soares
O Réveillon da Zona Norte foi um lindo espetáculo que deu as boas vindas ao Ano Novo.
Não economizou na queima de fogos, que durou vários minutos após a meia-noite.
O festejo oficial da cidade de São Paulo para o Ano Novo ocorre na Av. Paulista. Neste ano, a 12ª edição do Réveillon na Paulista foi a maior já realizada. Segundo estimativas dos organizadores, cerca de 2,4 millhões de pessoas formaram um verdadeiro tapete humano durante a virada. Réveillon na Paulista começou por volta da 20 horas do dia 31 com shows de diversos cantores e adentrou a madruga do dia 1º. Mas as comemorações oficiais de São Paulo começaram antes, com a tradicional Corrida de São Silvestre, em sua 84ª edição desde que o jornalista Cásper Líbero trouxe o projeto inspirado numa corrida noturna francesa em que os competidores carregavam tochas de fogo durante o percurso.
Na Av. Paulista, após a contagem regressiva para o Ano Novo, começou uma espetacular queima de fogos em que, neste ano, teve dois pontos de deflagração dos fogos: dois prédios, um em cada lado da Av. Paulista, formando um lindo portal iluminado dando boas vindas ao ano de 2009.

O Révellion paulistano também foi um lindo espetáculo.
Na foto confirimos a queima de fogos na região central
de São Paulo, nas proximadades do Edifício Copam, um dos
cartões-postais da Cidade.
Agora, se a queima de fogos oficial da cidade foi bonita, a queima de fogos da Zona Norte não ficou para trás. Para dizer a verdade, do ponto em que estava na virada do ano, a queima de fogos da Zona Norte foi mais impressionante do que a do Centro de São Paulo.
O céu da Zona Norte ficou iluminado por bons minutos, com diversos pontos de disparos dos fogos em uma infinidade de cores e formatos – vale salientar, que a queima de fogos da Zona Norte não conta com patrocínio oficial, sendo realizada pela população.
Na foto acima, tirada em um ponto do bairro da Casa Verde, no auge da queima de fogos, podemos constatar a grande festa da Zona Norte (confira aqui, onde está publicada uma galeria de fotos do Réveillon da Zona Norte em cores). A panorâmica, em seu lado esquerdo, começa na região de Santana; na área central, provavelmente, no horizonte ao fundo temos a cidade de Guarulhos; e no extremo direito, temos o inicio da Zona Leste de São Paulo.
Mas a Virada do Ano é muito mais do que um show pirotécnico. A passagem de um ano que termina para outro que se inicia é algo quase mágico. Na teoria, os ponteiros do relógio que mudam dàs 23h59min do dia 31 de dezembro para às 00h00min do dia 1º de janeiro são iguais a qualquer outra passagem nos 364 dias restantes do ano, mas na prática, a virada e a chegada do Ano Novo é algo que causa muita comoção, recheado de sentimentos bons e conceitos que vão muito além da mera marcação do tempo cronológico. A Virada do Ano renova a esperança; marca, acima de tudo, o fechamento de um ciclo e início de um novo, onde a felicidade nos aguarda. O sentimento é tão forte, que as diferenças e preconceitos se extinguem, mesmo que por poucos minutos, todos se cumprimentam, desejam somente coisas boas uns aos outros, seja a um parente próximo ou a um desconhecido que está ao nosso lado em um evento público. Talvez, a Virada do Ano seja um dos poucos momentos em que seguimos o “Segundo Mandamento Deus”, e desejamos o bem ao próximo como se fosse para nós mesmos. Que bom seria, se os sentimentos da hora da virada se mantivessem durante todo o ano.
Objetivamente, a palavra Réveillon, que designa os festejos da Virada do Ano vem do verbo em francês réveiller, que em português significa “despertar”, “reanimar” e/ou “acordar”, ou seja, é realmente a tradução dos sentimentos e conceitos que a celebração do Réveillon traz consigo.
O Réveillon varia de cultura para cultura, mas universalmente a entrada do ano é festejada por todos, mesmo em diferentes datas, conforme o calendário adotado. Uma das primeiras comemorações registrada era chamada de “Festival de ano-novo”, ocorrida na Mesopotâmia por volta de 2.000 a.C. Na Babilônia, a festa começava na ocasião da lua nova indicando o equinócio da primavera, um dos momentos em que o Sol se aproxima da linha do Equador fazendo os dias e noites terem a mesma duração – no atual calendário, isso ocorre em meados de março, mais precisamente no dia 19, data em que os espiritualistas comemoram o ano-novo esotérico. Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o Ano Novo no mês de setembro, no dia 23. Já os gregos, celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do mês de dezembro. E ainda hoje, na China, a festa da passagem do ano começa em fins de janeiro ou princípio de fevereiro, onde realizam desfiles e shows pirotécnicos. No Japão, o Ano Novo é comemorado do dia 1º de janeiro ao dia 3 de janeiro.
A comemoração ocidental do Ano Novo tem sua origem num decreto de Júlio César, Imperador Romano, que fixou o 1º de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces: uma voltada para frente e a outra para trás, ou seja, o passado ainda é vislumbrado, mas está atento ao que virá, assim como fazemos até os dias de hoje. E que todos os anos que estão por vir, sejam melhores do que seus antecessores. Sempre! Feliz 2009!
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