Cultura
Internet e celular mudaram forma de pensar
Um quarto da população mundial é usuária de internet e mais da metade utilizam celulares, o quê, advertem os especialistas, mudou o mundo e a maneira de pensar de tal forma que obriga a uma nova cultura digital. “Nenhuma tecnologia penetrou tão rapidamente em nossa sociedade”, segundo Francis Pisani, autor do livro L’alchimie des multitudes (A alquimia das multidões, tradução livre).
Esta mudança deve ser acompanhada do conhecimento, pois “em breve, a maior multidão será aquela que está conectada, mas que não conhece bem as lógicas da rede. Temos que ensinar nossos filhos a passar de tribos localizadas e fechadas a translocais e abertas”, especifica.
14 de março, Dia Nacional da Poesia
O dia 14 de março é considerado o Dia Nacional da Poesia, pois foi neste dia, no ano de 1847, que nasceu na cidade baiana de Muritiba, o poeta Castro Alves.
Apesar de ter falecido em 1871 com apenas 24 anos, a obra de Castro Alves é muito importante para a literatura brasileira, tanto que, fez por merecer que o Dia Nacional da Poesia fosse oficializado em seu aniversário. Castro Alves é um dos maiores expoentes da poesia romântica brasileira e autor de importantes poemas, como Navio Negreiro que o tornou conhecido como “poeta dos escravos”.
O poema Navio negreiro, muito bem escrito em 1869, descreve e ao mesmo tempo é uma denúncia ao tráfico de escravos que ainda ocorria, quase vinte anos após a promulgação da Lei Eusébio de Queirós, que proibiu o tráfico em 4 de setembro de 1850.
Livro:
O navio negreiro e outros poemas
Castro Alves (Ed. Saraiva, 2007)
Ao mergulhar sua alma na causa abolicionista, Castro Alves se destaca entre os demais escritores que defenderam esse ideal, passando a ser conhecido como “poeta dos escravos”. Além do valor literário, é inegável o valor histórico e ideológico dos seus versos. Os poemas reunidos neste livro pertencem à primeira fase de sua produção e foram publicados postumamente. Diz-se que o poeta “passou pela vida como uma estrela cadente: rápida e brilhantemente, marcando a memória das nossas letras com a luz de uma poesia quase adolescente, no ímpeto, e, ao mesmo tempo, madura, na mensagem”.
Emotions e Pixel Arts: curso gratuito no Sesc Santana
O SESC Santana no mês de março estará oferecendo gratuitamente o curso Emoticons e Pixel Arte, uma iniciação ao mundo da pixel arte, forma de arte digital na qual as imagens são editadas a nível de pixels (menor ponto que forma uma imagem digital), realizando trabalhos com os populares emoticons – pequenos desenhos (animados ou não) que são usados em aplicações de conversas instantâneas na internet para demonstrar os estados de humor dos internautas. O curso ocorrerá nos dias 08, 15, 22 e 29 de marços (domingos), das 16h às 17h30. As inscrições deverão ser feitas no local com 30 min de antecedência. Maiores informações no SESC Santana, Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana ou pelo telefone (11) 2971-8700.
Admirável público... Apresentamos um pouco da história do circo
Dia 27 de março é o Dia Mundial do Circo, mas é praticamente impossível determinar uma data específica de quando ou como as práticas circenses começaram. Mas pode-se apostar que se iniciaram na China, onde foram encontradas pinturas de cinco mil anos, com figuras de acrobatas, contorcionistas e equilibristas.
Conta-se ainda que no ano 108 a.C. aconteceu uma enorme celebração para dar as boas-vindas a estrangeiros recém-chegados em terras chinesas e a partir de então, o imperador ordenou que sempre se realizassem, pelo menos uma vez ao ano, eventos dessa ordem.
Também no Egito, há registros de pinturas de malabaristas. Na Índia, o contorcionismo e o salto são parte integrante dos espetáculos sagrados. Na Grécia, a contorção era uma modalidade olímpica, enquanto os sátiros já faziam o povo rir, numa espécie de precursores dos palhaços.
A estrutura do circo como o conhecemos hoje teve sua origem em Londres, na Inglaterra. Trata-se do Astley’s Amphitheatre, inaugurado em 1770, pelo oficial inglês da Cavalaria Britânica, Philip Astley.
O anfiteatro tinha um picadeiro com uma arquibancada próxima e sua atração principal era um espetáculo com cavalos. O oficial percebeu, no entanto, que só aquela atração de cunho militar não segurava o público e passou a incrementá-la com saltimbancos, equilibristas e palhaços. O palhaço do lugar era um soldado, que entrava montado ao contrário e fazia mil peripécias. O sucesso foi tanto, que adaptaram novas situações.
Era o próprio oficial Astley quem apresentava o show, vindo daí a figura do mestre de cerimônias.
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