Memória
Carmem Miranda
Cem anos da Pequena Notável
Por Magno Soares
No último dia 9 de fevereiro, Maria do Carmo Miranda da Cunha (seu nome de batismo) completaria cem anos se na noite do dia 5 de agosto de 1955, aos 46 anos de idade, não tivesse deixado este plano vítima de um ataque cardíaco.
Carmen Miranda nasceu em Portugal e veio para o Brasil com um ano de idade e apesar de nunca ter se naturalizado brasileira, é um dos nossos maiores símbolos no exterior.
O seu dom para cantar e encantar foi percebido pela família quando ainda era criança e lhe rendeu o apelido de “Carmen” (de Bizet), dado pelo pai admirador de óperas.
A carreira de Carmen Miranda foi impulsionada ao final dos anos 1920, quando conheceu o compositor baiano Josué de Barros, que encantado com o talento de Carmen, passou a promovê-la e conseguiu que gravasse seu primeiro disco, com duas músicas compostas por ele: Não vá simbora e Se o samba é moda.
Em 1930, o estrelato chegou através da marcha Pra você gostar de mim de Joubert de Carvalho e antes do fim do ano era apontada como “a maior cantora brasileira”. Daí para frente, sua carreira assumiu uma trajetória ascendente sem igual. Em pouco tempo ultrapassou as fronteiras brasileiras e chegou a Hollywood e, em 1946, tornou-se a artista mais bem paga na terra do Tio San.
Se o sucesso de Carmen Miranda foi estrondoso – e ainda é –, sua morte causou comoção no mundo e no Brasil na mesma proporção.
Em 1955, o corpo de Carmem Miranda, falecida no dia 5 de agosto, somente desembarcou no Rio de Janeiro no dia 12 e o cortejo fúnebre, após o velório na Câmara Municipal da então Capital Federal, até o Cemitério São João Batista foi acompanhado por cerca de meio milhão de pessoas.
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