Coluna: Momento financeiro
Victor A. Tanso – Estudante 4º Administração, Habilitação Comércio Exterior
Estamos vivendo uma das maiores crises econômica desde a quebra da Bolsa de Nova York em 1929. O que parecia apenas um momento ruim se transformou em uma crise globalizada sem precedentes. Muitos diriam que não é momento de achar os culpados e sim buscar a saída, mas não compartilho desse ponto de vista. Temos que entender que o mundo vive a sombra dos americanos e acreditamos que sempre irão tomar a melhor decisão para o mundo, mas já percebemos que não é bem assim. Não podemos negar a supremacia americana, nem seu poder econômico e militar, mas será que essa unanimidade é justificada?
A Crise do Subprime, que foi a bolha imobiliária, trouxe aos mercados o início do caos generalizado: os bancos e financeiras norte-americanas emprestaram muito dinheiro a juros muitos baixos e ficaram expostos. Agora pergunto, os executivos e analistas não perceberam os riscos? Será que são tão bons assim?
Começamos a perceber que a crise evoluiu de maneira catastrófica e atingiu em cheio o setor financeiro do mundo, o que não demoraria muito para que todos os setores da economia começassem a sentir o efeito. Agora temos que enfrentar uma palavra chamada protecionismo, uma “guerra” financeira para proteger as economias internas, diminuindo as importações para não gerar desemprego internamente, mas é um caminho errado a seguir, pois diminuindo as importações podemos sofrer retaliação com nossas mercadorias exportadas.
O que mais impressiona é que nosso governo não entendeu que essa crise é a melhor oportunidade do Brasil mostrar todo seu potencial e assumir um papel importante no mundo, podendo baixar as taxas de juros sem se preocupar com a inflação. A redução de um ponto na Taxa Selic é pouco e não atende os interesses do Brasil. A máquina burocrática que rege nossa economia é tão pesada e os gasto públicos tão altos e, sem as reformas políticas e tributárias, tão necessárias, vamos mais uma vez perder a oportunidade de fazermos a diferença. Acho que vamos, mais uma vez, esperar que os americanos descubram a cura.
Citando um trecho da canção escrita por Rita Lee e Roberto de Carvalho, lindamente interpretado por Elis Regina, que diz: “Alô, alô, marciano / A crise tá virando zona / Cada um por si todo mundo na lona / E lá se foi a mordomia / Tem muito rei aí pedindo alforria porque... / Tá cada vez mais down o high society”, acredito que a solução para essa crise está além de medidas políticas, a crise psicológica é maior, a confiança do consumidor está muito abalada, mas acredito que o vitorioso Barack Obama com seu largo sorriso tenha quebrado muitos paradigmas, ao ponto de contagiar o mundo com esperança e superação.
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